Desmistificando o mundo de CSI

No ano 2000, a série “CSI: Investigação Criminal” estreou na televisão americana. Transmitida pela rede CBS, foi um sucesso instantâneo!



A trama acompanha um grupo de investigadores forenses na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, que usando ciência e a criatividade, solucionam semanalmente crimes engenhosos, violentos e/ou peculiares. A profissão de pessoa perita criminal ganhou muito destaque devido a série, mas junto ao interesse, veio muita desinformação que assimilamos como verdade e mitos que associamos com o dia-a-dia. Vamos desvendar os principais?

Uma das questões mais recorrentes em vários episódios é a rapidez para determinar amostras de DNA em ossadas quando, na verdade, o que acontece em questão de minutos leva muito mais tempo na vida real: algumas análise de DNA podem demorar de 3 a 6 meses só durante o processo de extração e amplificação do código genético!



Outro mito é a facilidade de coleta de impressões digitais. A realidade é que conseguir coletar uma digital perfeita é um trabalho bastante complicado!





Imagine quando você foi cadastrar as suas digitais ao fazer seu RG: provavelmente quem te atendeu teve todo um cuidado para elas não borrarem. Pensa como isso seria num cenário de adrenalina a mil por hora onde a pessoa criminosa está segurando a arma do crime. A probabilidade de elas saírem apenas parciais ou borradas é gigante.


“O sangue brilha na luz ultravioleta?” A verdade é que isso é mais um recurso televisivo para facilitar os enredos das histórias contadas. Contudo, a luz ultravioleta pode sim ajudar a detectar diversos outros fluídos corporais na cena do crime como sêmen, urina, saliva e leite materno. Eles brilham sob a incidência de seus raios.




Para quem acompanhou a série, deve lembrar do famoso luminol! A substância, de fato, faz o sangue brilhar com uma cor azulada, porém ele não é totalmente eficiente. É requisito para sua boa eficiência uma escuridão quase total e o brilho dura apenas alguns segundos.

Ainda falando de sangue: não é verdade que toda e qualquer cena do crime apresenta sangue por todo lado. Mesmo em casos em que muito sangue é jorrado, como rompimento de artérias, a cena não ficaria igual à que vemos na televisão. É apenas mais um recurso, pois o cenário ensanguentado da ficção ajuda a deixar a narrativa mais atraente.Abordamos apenas quatro mitos aqui mas saiba que existem muitos outros (talvez vamos falar mais deles lá no nosso Instagram 👀). A área forense é rica demais para um único post e vai muito além de assassinatos e roubos e abrange distintas cenas de crime Vale também reforçar que a ciência forense é um conjunto de elementos de outras áreas, como criminologia, antropologia, odontologia e psicologia. Ela não se limita somente nos vestígios nem nos 60 minutos de um episódio. Os quebra-cabeças de um crime são grandes, e incluem muitas pessoas. Até o próximo post!

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