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  • Amanda Casanova

A importância das atividades extracurriculares

Todo mundo já teve aquele momento de ficar completamente desacreditado com as aulas teóricas na faculdade. Aquele momento que você acorda de manhã e pensa: “vou mesmo me deslocar até a UFRJ para ter essa aula? ”. Tem também aqueles que até se empolgam com a matéria, mas a sensação de não fazer ideia de como ela pode te ajudar na trajetória profissional ou como pode ser posta em prática é aterradora.

Eu tenho uma boa e uma má notícia para você. Já vi nos filmes, normalmente começamos pela má, então lá vai: nós, estudantes universitários, ainda estamos com um mindset muito enferrujado de que a faculdade vai resolver todos os nossos problemas. “É só entrar em um curso superior que vamos ser capacitados para nosso emprego do futuro, ter sucesso e dinheiro para viajar”.


“Ah mas a culpa disso é da faculdade retrógrada que eu curso”, você pode pensar. Vamos conversar sobre isso rapidinho.


Quando nos dispomos a cursar uma graduação, a universidade tem sim a função de nos ensinar toda a teoria e de explorar a fundo alguns assuntos. Não podemos achar que o papel dela era nos preparar só para a prática, ainda mais porque concordamos que pesquisas são importantes e, muitas vezes, elas não parecem ter uma utilidade prática logo de cara. Então, não se engane, você vai fazer Física III mesmo.


Mas então qual é a boa notícia?

Bem, vários alunos perceberam a mesma coisa que você, e fundaram diversas iniciativas. Perceberam que precisamos de oportunidades de desenvolvimento já na faculdade, que os alunos universitários têm algo a entregar mesmo enquanto graduandos e que os recrutadores procuram por pessoas inconformadas com a mesmice da sala de aula.


Essa discussão nos estimulou a conversar sobre a importância de atividades extracurriculares. Para entender melhor do assunto, batemos um papo com o Petterson Reis, Engenheiro Químico e Analista Sênior na Ambev, buscando o olhar de quem contrata a gente. De acordo com ele, se a gente se preocupa só em desempenhar bem na faculdade, ter um bom CR e se formar dentro do tempo, tudo da maneira usual, não vemos o que está acontecendo de novidade e ficamos desatualizados sobre outras maneiras de nos desenvolver além das hard skills oferecidas pelo nosso curso.


“Quando falamos de desenvolvimento prático, não é só a parte prática do curso que você faz, mas a parte da experiência de fazer parte de um time, de saber como você se comporta em um grupo, como você se comporta com demanda, com a pressão, com o dia a dia e a rotina. Esse tipo de experiência não vai ser fornecido pela faculdade, e aí entram as atividades extracurriculares. É lá que você começa a desenvolver a parte de experiência dentro de uma empresa. Querendo ou não, esses grupos tem a estrutura de uma empresa, então existe uma demanda de comportamento e participação como se realmente fosse uma empresa e esse já é um primeiro contato. ”, comentou ele.


Vale lembrar que não só empresa júnior e diretório acadêmico proporcionam essas experiências. Uma atlética, um grupo de estudos ou uma iniciativa de voluntariado também fornecem esse tipo de vivência.


E o que a AIChE UFRJ tem a ver com isso? Bom, é agora que eu vendo meu peixe, rs. Nossa iniciativa te permite umas experiências incríveis. Essa frase clichê todas as outras também falam né? Então deixa eu te mostrar um pouco do que a gente faz:





Pois é, na AIChE UFRJ o caminho fica aberto para você: desenvolver um networking diretamente com a indústria, aprender a gerenciar eventos e projetos, viajar para competir a nível nacional e internacional e muito mais.

Então, não perca tempo. Se disponha a fazer um processo seletivo, seja nosso ou de outras iniciativas, e experimente a diferença que vai fazer no seu desenvolvimento pessoal.


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